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Notícias
1/12/2009
A mais recente polêmica sobre o câncer de mama: Mamografia: quem, quando e como?
Em seu último update sobre as recomendações de triagem para o câncer de mama, publicadas em novembro de 2009 no periódico Annals of Internal Medicine, a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) causou polêmica mundial ao recomendar contra a mamografia anual de rotina em mulheres assintomáticas dos 40-49 anos.
Ao examinar as evidências científicas de cinco modalidades de triagem para reduzir a mortalidade do câncer de mama (mamografia em filme, mamografia digital, ressonância nuclear magnética (RNM), exame clínico das mamas e auto-exame das mamas), as conclusões do painel de experts da USPSTF foram, entre outras, de que:
O benefício do screening com mamografia em filme é o mesmo da mamografia digital;
- o benefício relativo do screening com mamografia parece ser equivalente na faixa dos 40-49 anos de idade quando comparado com a faixa dos 50-59 anos (cerca de 15% de redução na mortalidade por câncer de mama), porém as conseqüências e incidências diferem. Por exemplo, é necessário convidar 1904 mulheres a realizar mamografias para salvar uma vida em mulheres dos 40 – 49 anos enquanto que dos 50-59 este número é de 1339. O risco em dez anos de uma mulher ter diagnóstico de câncer de mama aos 40 anos é de 1/69, aos 50 é de 1/42, e 1/29 aos 60 anos, porém está sendo observada uma redução no número de novos casos. Está ocorrendo também redução da mortalidade desde 1990, da ordem de cerca de 2,3% ao ano no geral, e 3,3% em mulheres na faixa dos 40-50 anos de idade;
- existem conseqüências adversas relacionadas ao screening, de ordem psicológica, ocorrência de falsos positivos (mais comum na faixa dos 40-49 anos), aumento do número de exames desnecessários e superdiagnóstico (câncer que não se tornaria clinicamente relevante durante a vida de uma mulher, mais comum em mulheres de maior idade);
- é recomendado o intervalo de dois anos na realização da mamografia baseado em que a maior parte do benefício se mantém com o screening a cada 24 meses;
Resumindo, após revisão dos estudos e análise de acordo com o número de mulheres envolvidas na triagem necessário para salvar uma vida e considerando as conseqüências adversas potenciais, a recomendação final da USPSTF para o rastreamento do câncer de mama é de realizar uma mamografia a cada dois anos dos 50 aos 74 anos em mulheres com risco médio (ausência de mutação genética conhecida ou histórico de radioterapia prévia no tórax).
Esta recomendação está sendo amplamente discutida a nível mundial. Como parte da própria política da USPSTF, “as decisões clínicas devem envolver mais considerações do que estas evidências isoladamente. Os médicos e órgãos regulamentadores devem conhecer as evidências mas individualizar o processo decisório frente à paciente ou situação clínica.
Fonte:
Annals of Internal Medicine, novembro de 2009. Para o texto completo, visitar o link: www.preventiveservices.ahrq.gov
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